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Parque Paleontológico

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Informações sobre a geologia, arqueologia e paleontologia

COMO FOI FORMADA A BACIA SEDIMENTAR DE SÃO JOSÉ DE ITABORAÍ

Uma bacia sedimentar é uma depressão onde sedimentos, produzidos pela alteração e erosão das rochas ou por processos de precipitação química, se acumulam.
No caso de São José de Itaboraí, os sedimentos são principalmente de origem química, hoje em dia representados por rochas calcárias, depositados na bacia, cuja formação está relacionada aos fenômenos de soerguimento da Serra do Mar.
O desnível entre a Serra do Mar e a baixada de Itaboraí pode atingir mais de 2.000 metros. A origem desse relevo está relacionado com esforços tectônicos (movimentos que têm origem no interior da Terra e modificam a crosta terrestre, camada mais externa do planeta), iniciados há muito tempo, que provocou a elevação de um lado do continente, gerando rompimento e conseqüente rebaixamento das áreas vizinhas. A parte alta corresponde às Serras do Mar e da Mantiqueira e aos Maciços Litorâneos. Nas partes baixas foram formadas pequenas bacias sedimentares, como a de São José de Itaboraí, cuja idade geológica é de aproximadamente 65 milhões de anos.
A bacia de São José de Itaboraí é uma das menores bacias sedimentares do mundo. Ela tem forma aproximadamente elíptica e cerca de 1.000 metros de comprimento por 500 m de largura. Apesar das reduzidas dimensões, possui características extremamente importantes, chamando a atenção dos pesquisadores por sua riqueza fossilífera. Também se destaca como um dos importantes sítios arqueológicos do Brasil.

SÃO JOSÉ DE ITABORAÍ - O BERÇO DOS MAMÍFEROS

Paleontologia é a ciência que estuda os fósseis, ou seja, restos de animais ou vegetais que já viveram na Terra e foram preservados nas rochas.
A Bacia de Itaboraí é o mais antigo registro brasileiro da fauna e flora fóssil de origem continental que se desenvolveu há aproximadamente 60 milhões de anos, após a extinção dos dinossauros.
A bacia é ricamente fossilífera, tendo sido coletados milhares de fósseis de animais (gastrópodes, mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e vegetais. Os gastrópodes e os mamíferos são os fósseis mais abundantes. Os primeiros são comuns no calcário argiloso cinzento que formava o assoalho da bacia, enquanto os mamíferos são predominantes nos sedimentos que preenchiam as fendas que cortavam verticalmente os calcários. Restos de preguiça gigante, mastodonte e tartaruga (mais novos) foram encontrados em pequeno depósito de cascalho ao sul da bacia.

ARQUEOLOGIA - O HOMEM PRIMITIVO DE ITABORAÍ

Registros paleontológicos revelam que diferentes espécies de animais e vegetais viveram nesse local nos últimos 60 milhões de anos. A ocupação humana, estudada pela Arqueologia, também é antiga e deixou seus registros na bacia.
Foram encontrados artefatos, isto é, instrumentos confeccionados pelo homem primitivo. Assim, sabemos que o homem pré-histórico habitou a parte mais alta do local que hoje em dia é denominado “Morro da Dinamite”.
A única datação para o sítio arqueológico de Itaboraí, feita através do método absoluto do Carbono 14 a partir de carvão vegetal (antiga fogueira), revelou uma idade mínima de 8.100 anos antes do presente para uma das camadas mais recentes.

EXTRAÇÃO MINERAL CALCÁRIO DE ITABORAÍ

Desde 1928, a Bacia Sedimentar de São José de Itaboraí foi objeto de exploração mineral. Durante a lavra da jazida, foram descobertos fósseis e, posteriormente, evidências de ocupação humana muito antiga na região.
Em 1984, a mineração foi paralisada, deixando uma cava com cerca de 70 metros de profundidade. Aos poucos, a água subterrânea e a água da chuva foram preenchendo a área de extração, formando um lago artificial no local. Atualmente, a água desse lago abastece a população da região, através de cooperativa local, a Cooperágua.
A Prefeitura Municipal de Itaboraí declarou essa área como de utilidade pública, através de processo de desapropriação, em 02 de abril de 1990.
Em 12 de dezembro de 1995, foi criado o Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, conforme Lei Municipal nº 1.346/95.

Durante cerca de 50 anos, a Companhia Nacional de Cimento Portland - CNCP explorou o calcário da Bacia de São José de Itaboraí, produzindo cimento. O estádio do Maracanã e a Ponte Rio - Niterói foram construídos com o cimento produzido a partir do calcário da jazida de São José de Itaboraí.
A história do desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro e, mesmo, do país, não pode ser contada sem a contribuição de São José de Itaboraí. A existência desta jazida propiciou a inauguração da segunda fábrica de cimento do país em nosso Estado. Também, inovou em tecnologia: de sua fábrica saiu o primeiro saco de cimento em papel do Brasil. Até então, todo o cimento era embalado em tonéis de madeira.

O Parque Paleontológico de São José de Itaboraí - RJ - Brasil- A Solução para uma área degradada após 50 anos de exploração mineral

Desde 1928, a área da Bacia Calcária de São José de Itaboraí, com 1.341.552,50 m2 passou a ser explotada como mina de calcário para a indústria cimenteira.

Em 1984, deixando uma cava de cerca de 70 metros de profundidade, a mineração encerrou suas atividades. Lentamente, a cava foi sendo preenchida por água (subterrânea e de chuvas), gerando um lago artificial. Em suas margens podem ser encontrados afloramentos com fósseis e acumulação das rochas que foram explotadas.

Nos calcários da Bacia de São José de Itaboraí foram descobertos fósseis do Paleoceno e do Pleistoceno (moluscos; sementes, folhas, vertebrados). Marsupiais do Período Terciário (70 milhões de anos) e o Eremotherium do Quaternário (2 milhões de anos) foram descritos na área.

Em 2 de abril de 1990, a Prefeitura Municipal de Itaboraí declarou a área de utilidade pública e, em dezembro de 1995, foi criado o Parque Paleontológico de Itaboraí, através da Lei Municipal nº 1.346/95.

A Bacia apresenta, ainda, registros da ocupação humana na região durante o Médio Pleistoceno (Beltrão, 1993).

Para implantação do Parque foi elaborado um projeto que prevê a existência de um Museu, trilhas ecológicas/geológicas, laboratórios e infra-estrutura para os visitantes. A população beneficiada pelo projeto é de cerca de 10.000 habitantes (população da localidade de São José).

Geologia


A Bacia Calcária de São José de Itaboraí é muito pequena, com forma aproximadamente elíptica e com cerca de 1.000 metros de comprimento por 500 m de largura. Segundo Souza Cunha, 1985 (in Beltrão, 2000), trata-se da menor bacia sedimentar do Brasil e, talvez, do mundo. Possui registros de rochas que variam de cerca de 70-65 milhões de anos até depósitos recentes relacionados ao homem pré-histórico (8.100 anos). Trata-se de uma bacia sedimentar, isto é, depressão preenchida por sedimentos que, neste caso em particular, são representados principalmente por deposição química de calcários em uma depressão associada aos fenômenos tectônicos que originaram a Serra do Mar. Também são encontrados depósitos detríticos.

Alguns autores associam a origem do calcário à dissolução dos mármores do embasamento cristalino por ação de fenômenos de vulcanismo. O fato é que, em suas bordas, são encontradas lavas vulcânicas (rocha denominada ankaramito), cuja idade foi datada em laboratório como de 52 milhões de anos. Esta lava "fritou" os sedimentos da base da bacia, carbonizando pedaços de vegetais, evidenciados pela presença de galhos e troncos fósseis.

Três seqüências sedimentares podem ser observadas:

a) Inferior - a mais antiga, carbonática, com presença de fósseis de gastrópodes pulmonados, ostrácodes, vegetais (sementes, madeira e folhas) e, mais raramente, de vertebrados;

b) Intermediária - constituída por depósitos detríticos mais ou menos carbonáticos, com fósseis de vertebrados. Esta seqüência tem especial valor por ter gerado o nome Itaboraiense para um andar (uma das subdivisões da escala geológica do tempo), utilizado mundialmente;

c) Superior - não contém carbonatos, sendo constituída quase que totalmente por argilas, areias e cascalhos fossilíferos do pleistoceno (1.8 milhões até 8.000 anos atrás) e artefatos utilizados pelo homem pré-histórico.

Paleontologia

A Bacia Calcária de São José de Itaboraí, apesar de suas reduzidas dimensões, é extremamente rica em fósseis (organismos ou vestígios de sua presença, que evidenciam a vida existente no passado da Terra). Para o Estado do Rio de Janeiro ela se reveste de maior importância por ser o único sítio paleontológico do território fluminense, sendo estudado por pesquisadores nacionais e estrangeiros.

Além desta importância para o Estado do Rio de Janeiro, possui, também, valor em escala continental e mundial, devido aos fatores a seguir expostos:

a) Terciário (fósseis mais antigos)- gastrópodes pulmonados, indicadores de fauna continental, sendo a maioria constituída por caramujos de mato e alguns tipicamente aquáticos, e por restos de vegetais (principalmente sementes);

b) Paleoceno Superior (aproximadamente 55 milhões de anos)- mamíferos primitivos, restos de lagartos, cobras e tartarugas. Estes mamíferos primitivos são representantes dos primeiros grupos a se irradiarem em ampla escala no planeta, após a extinção em massa dos dinossauros há 65 milhões de anos; e

c) Pleistoceno (1,8 milhões a 8.000 anos)- megafauna, representada por mastodontes e preguiça-gigante.

Os fósseis do Paleoceno de Itaboraí são correlacionados aos existentes na Patagônia, sem outros representantes nas Américas, tendo sido responsáveis pela definição do andar Itaboraiense (ver item Geologia).

Arqueologia

Nas seqüências superiores, mais precisamente no local denominado Morro da Dinamite, foram encontrados vestígios da presença do homem pré-histórico em São José de Itaboraí. Trata-se de artefatos líticos (=de pedra), compreendendo raspadores, facas, perfuradores, entre outros. Também, restos de uma fogueira arqueológica, acompanhada de artefatos líticos, foi encontrada, tendo sido datada pelo método C14 (Carbono 14), em 8.100 anos AP (Antes do Presente).

Este achado arqueológico tem sido utilizado por Beltrão (2000) para correlacionar diversos vestígios arqueológicos brasileiros e americanos, visando traçar o roteiro da ocupação humana nas Américas. Esta pesquisadora do Museu Nacional acredita que ainda existem nos depósitos de cascalheira de Itaboraí mais evidências arqueológicas, sendo necessário ampliar os estudos na área.

Outras Considerações

A Bacia Calcária de São José de Itaboraí é um importante monumento natural do Estado do Rio de Janeiro.

Outro aspecto a ser ressaltado é que o lago formado pelo preenchimento com água (aporte subterrâneo e das chuvas) da cava da mineração, atualmente abastece toda a localidade de São José, através da ação de uma cooperativa (Cooperágua). Segundo informações locais, sua profundidade atinge cerca de 70 metros. Outro aspecto relevante é que a área tornou-se um atrativo de lazer para a população local que realiza pescarias no lago.

Universidades e escolas locais proporcionam visitas à área, divulgando aos alunos esta importante história da evolução geológica do Estado do Rio de Janeiro.

O Projeto do Parque Paleontológico

Objetivos:

a) Produzir novas descobertas científicas em Paleontologia, Geologia, Arqueologia e Paleoecologia;

b) Criar uma nova área de lazer para a região, com a recuperação da área degradada;

c) Criar um Museu ao ar livre, com a exposição dos fósseis "in situ" e réplicas dos animais pré-históricos em tamanho natural;

d) Dar condições para que a população continue se abastecendo com a água do lago, monitorando-se sua qualidade e preservando a área;

e) Estimular o turismo científico e ecológico; e

f) Estimular a formação de artesãos para produção de peças baseadas em temas relativos ao Parque (réplicas de fósseis, por exemplo).

Custos:

Restauração dos prédios da antiga mina, reflorestamento e controle da erosão, remoção de rejeitos, construção das trilhas (12 km), construção e instalação das réplicas dos animais pré-históricos, instalação de infra-estrutura para visitantes e pesquisadores - R$ 380.000,00.

Atividades executadas na área entre 1995 e 2000:

Reuniões com pesquisadores e órgãos públicos; mostra permanente dos fósseis encontrados na região; nomeação da Comissão Gestora do Parque, chamada para doações de amostras coletadas na área do Parque ao longo dos anos; eventos em defesa do Parque; mostra fotográfica (50 fotos) "Os antigos trabalhadores da mina"; escolha da logomarca do Parque, feita através de concurso entre as crianças de 5 escolas públicas da região, entre outros.

 

Elaboração:

José Maurício Maciel Caniné (Geólogo do DRM-RJ) e Benedicto Humberto Rodrigues Francisco (Pesquisador do Museu Nacional - MN/UFRJ)

Texto ampliado por: Kátia Mansur (Geóloga do DRM-RJ)

Resumo apresentado no XXI Congresso Internacional de Geologia, Rio de Janeiro, 2000.

Arqueologia: Maria da Conceição Beltrão e Rhoneds Perez (Museu Nacional - UFRJ) - Desenhos: Célio César e Luiz Antonio Alves Costa
Arqueologia Industrial: Benedicto Humberto Francisco e Francisco Octavio da Silva Bezerra (Museu Nacional - UFRJ) e José Maurício M.Caniné (DRM-RJ - in memoriam)
Geologia: Benedicto Humberto Francisco (Museu Nacional - UFRJ)
Paleontologia: Lílian Paglarelli Bergqvist (Depto. Geologia/UFRJ). Colaboradores: Adriana Moreira, Carla Abranches, Edimilson Almeida, Érika Abrantes, Leonardo Ávilla, Viviane Martins (Laboratório de Macrofósseis/UFRJ)
Coordenação: Kátia Mansur , Eliane Guedes e Flavio Erthal (DRM-RJ)

Fonte: www.drm.rj.gov.br
Fotos: Site do drm.rj.gov.br

 

 

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