Athletico Paranaense é bicampeão da Copa Sudamericana ao vencer Bragantino por 1-0 em Montevidéu

O Athletico Paranaense fez história no futebol sul-americano ao se tornar o primeiro e único clube brasileiro a conquistar a Copa Sudamericana duas vezes. Na final única realizada no sábado, 20 de novembro de 2021, às 17h (20h GMT), no Estádio Centenario, em Montevidéu, o Furacão venceu o Red Bull Bragantino por 1-0, com gol de Nikão aos 29 minutos do primeiro tempo. A vitória, construída com inteligência tática e contenção defensiva, selou um ciclo de domínio continental: o clube de Curitiba já havia vencido a competição em 2018, e agora, com apenas três anos de diferença, confirmou sua ascensão como potência sul-americana.

Um gol, uma conquista

O único gol da partida foi uma obra de arte individual. Nikão, o atacante de 28 anos que chegou ao Athletico em 2020, recebeu passe de Lucas Veríssimo, cortou para dentro da área e, com um toque seco e preciso, superou o goleiro Danilo. A defesa do Bragantino, surpresa com a velocidade da transição, não teve tempo de reagir. Foi o 15º gol de um brasileiro em finais da Copa Sudamericana — e o segundo do Athletico na história da competição, depois de Pablo, autor dos dois gols na final de 2018 contra o Junior de Barranquilla. "Foi um momento de pura decisão", disse o técnico Fernando Diniz após o jogo. "Nós sabíamos que um erro poderia custar tudo. Mas o grupo estava preparado para isso. Não só para vencer, mas para suportar a pressão."

Uma final inédita — e um padrão novo

Nunca antes na história da Copa Sudamericana — em suas 18 primeiras edições — duas equipes de um mesmo país haviam se enfrentado na final. Em 2020, a Argentina fez o feito com Lanús e Defensa y Justicia. Em 2021, foi a vez do Brasil. E não foi coincidência. Ambos os times chegaram à decisão com a melhor campanha do torneio: Athletico com 30 pontos em 12 jogos, Bragantino com 28. Foi a primeira vez que duas equipes brasileiras disputavam uma final continental desde 2019, quando Flamengo e River Plate (Argentina) se enfrentaram na Libertadores. Mas aqui, o cenário era ainda mais simbólico: o Bragantino, criado em 2019 após a aquisição do Bragantino por um grupo de investidores, fazia sua estreia em uma final continental. Já o Athletico, fundado em 26 de março de 1924, entrava na história como o primeiro bicampeão brasileiro da competição.

Consistência que venceu

O Athletico não se limitou a vencer na final. Ele venceu em todas as fases eliminatórias — nove jogos consecutivos sem perder, incluindo as seis fases da edição de 2018 e as quatro da de 2021. Contra o Bragantino, a estratégia foi clara: controlar o meio-campo, limitar as transições rápidas do adversário e esperar o erro. "O Braga tentou tudo na segunda etapa", relatou a CONMEBOL em seu relato oficial. "Mas carecia de peso ofensivo. O Furacão se adueñó del encuentro, e o desconcierto do Bragantino foi visível." Na segunda metade, o Bragantino aumentou o ritmo, entrou com Lucas Fernandes e Lucas Barrios, mas o ataque perdeu eficácia. A defesa do Athletico, com o capitão Thiago Santos e o zagueiro Léo Cittadini, bloqueou todas as tentativas. O goleiro Rafael Cabral, que já havia sido decisivo nas quartas contra o Independiente del Valle, fez duas grandes defesas — uma no fim do jogo, em chute de Lucas Barrios, que salvou o título.

Consequências que vão além da taça

A vitória garantiu ao Athletico Paranaense sua oitava participação na Copa Libertadores 2022 — a segunda consecutiva. Também lhe assegurou vaga na Recopa Sudamericana contra o campeão da Libertadores. Em 2022, o clube enfrentou o Palmeiras, que havia vencido a Libertadores, e perdeu por 4-2 no agregado. Mas a campanha de 2021 foi o alicerce para o que viria depois: em 2023, o Athletico chegou à final da Libertadores pela segunda vez, eliminando o próprio Palmeiras por 3-2 no agregado — uma revanche simbólica.

Um clube que se reescreveu

Um clube que se reescreveu

Antes de 2018, o Athletico Paranaense era visto como um time de desempenho irregular, com boas campanhas no Brasileirão, mas sem conquistas continentais. A conquista da Sudamericana mudou isso. Em 2018, o título foi um sinal de que o clube tinha estrutura. Em 2021, foi a confirmação. O técnico Fernando Diniz, que assumiu em 2020, implantou um jogo de posse e transição rápida, com jogadores como Nikão, Bruno Guimarães (que saiu em 2021 para o Newcastle) e Lucas Veríssimo. A base da equipe era jovem, mas com liderança de veteranos como Thiago Santos e Rafael Cabral.

O que vem depois?

A conquista de 2021 abriu portas. O Athletico passou a ser um dos principais destinos de jovens talentos sul-americanos. Em 2022, contratou o meia Matheus Nascimento, do Flamengo, e o zagueiro Lucas Veríssimo, da Santos. Em 2023, chegou a ter três jogadores convocados para a seleção brasileira sub-23. O clube também fortaleceu sua estrutura financeira: a venda de direitos de transmissão da Copa Sudamericana gerou cerca de R$ 80 milhões, parte dos quais foi reinvestida em infraestrutura e categorias de base.

Frequently Asked Questions

Como o Athletico Paranaense se tornou o primeiro bicampeão brasileiro da Copa Sudamericana?

O Athletico conquistou o título pela primeira vez em 2018, vencendo o Junior de Barranquilla por 4-3 nos pênaltis após empate em 1-1 no agregado. Em 2021, superou o Red Bull Bragantino por 1-0 na final única em Montevidéu, com gol de Nikão. Com isso, tornou-se o único clube brasileiro a vencer a competição duas vezes, superando times como Flamengo, Palmeiras e Corinthians, que nunca conquistaram a Sudamericana.

Por que a final de 2021 foi tão inédita?

Nunca antes nas 18 edições anteriores da Copa Sudamericana duas equipes do mesmo país haviam se enfrentado na final. Em 2020, a Argentina fez isso com Lanús e Defensa y Justicia. Em 2021, foi a vez do Brasil — Athletico e Bragantino. Isso reflete o crescimento do futebol brasileiro na competição e a crescente competitividade entre clubes fora dos tradicionais grandes.

Quais foram as consequências práticas da vitória para o Athletico?

Além da taça, o clube garantiu vaga na Copa Libertadores 2022 e na Recopa Sudamericana. Recebeu cerca de R$ 80 milhões em direitos de transmissão e patrocínios, o que permitiu investimentos em infraestrutura, contratações e categorias de base. Em 2023, o Athletico chegou à final da Libertadores — algo que não fazia desde 1999 — e passou a ser considerado um dos principais clubes do Sul do Brasil.

O Red Bull Bragantino teve chances de vencer a final?

Sim. O Bragantino foi o segundo colocado na fase de grupos e teve boa campanha, com 28 pontos em 12 jogos. Na segunda etapa, aumentou a pressão e criou algumas oportunidades, mas faltou eficiência ofensiva. O time não tinha um centroavante de referência, e Nikão, que marcou o gol, estava em ótima fase. A defesa do Athletico, organizada e experiente, neutralizou as tentativas, e o Bragantino acabou se desgastando.

Qual foi o impacto da vitória no futebol paranaense?

O Athletico passou a ser o clube mais vitorioso do Paraná em competições continentais, superando o Coritiba, que nunca chegou a uma final da Libertadores ou Sudamericana. A conquista reforçou a identidade do Furacão como um time de raiz, com torcida fiel e gestão profissional. Em Curitiba, o título gerou uma onda de orgulho e mobilizou mais de 100 mil pessoas nas ruas da cidade no dia seguinte à conquista.

Nikão é o maior artilheiro da história do Athletico em competições da CONMEBOL?

Não, mas ele é o único jogador a marcar em duas finais da Copa Sudamericana pelo Athletico. Em 2018, Pablo marcou os dois gols na final contra o Junior. Nikão marcou o gol da final de 2021 e foi decisivo em outras fases eliminatórias, com quatro gols na campanha. No total, ele é o sexto artilheiro do clube na competição, com 7 gols em 19 jogos — um recorde para um atacante que chegou ao clube sem experiência internacional.

14 Comentários

Aron Avila
Aron Avila

novembro 17, 2025 AT 13:22

O Athletico é o único brasileiro bicampeão da Sudamericana? E o Flamengo? E o Corinthians? Essa história toda é inventada pra fazer o Furacão parecer mais que ele é.
Sei lá, parece que alguém tá tentando vender um sonho que não existe.

Elaine Gordon
Elaine Gordon

novembro 18, 2025 AT 09:25

Na verdade, o Athletico Paranaense é o único clube brasileiro a conquistar a Copa Sudamericana duas vezes - e isso é um fato comprovado pela CONMEBOL. A competição foi criada em 2002, e antes disso, a Recopa Sul-Americana era a principal competição de clubes entre países. O título de 2018 foi o primeiro de um clube brasileiro, e o de 2021 confirmou a consistência tática e organizacional do clube. A estrutura de base, o trabalho de Fernando Diniz e a gestão profissional foram fundamentais para esse feito histórico.

Ligia Maxi
Ligia Maxi

novembro 20, 2025 AT 02:27

Eu fiquei emocionada só de ver o Nikão correndo pro canto, aquela cara dele... tipo, ele nem comemorou direito, só olhou pro céu, como se dissesse ‘eu avisei que ia dar certo’. E a torcida de Curitiba? Meu Deus, a gente tá falando de um time que não tem o orçamento do Palmeiras, mas tá batendo na porta da Libertadores como se fosse o seu quintal. E o Bragantino? Tava tudo tão lindo, mas a defesa do Athletico... tipo, era como se o tempo tivesse parado. Cada lance, cada desarme, cada olhar do Thiago Santos... eu chorei. Não é só futebol, é história. É o povo do Paraná se reconhecendo. E eu que moro em São Paulo, não sou torcedora, mas fiquei com orgulho. Porque isso aqui é mais que um título, é um exemplo de que não precisa de bilhão pra ser grande. Só precisa de coração, e eles tinham. E olha, eu nunca falei isso antes, mas... eu quero ver o Athletico ganhar a Libertadores. Sério. Eles merecem.

Andrea Silva
Andrea Silva

novembro 20, 2025 AT 03:16

Na América do Sul, o Athletico é um símbolo de que o futebol pode ser feito com inteligência e não só com dinheiro. O clube não tem a tradição do São Paulo ou do Flamengo, mas construiu uma identidade com base em jovens talentos, disciplina tática e um trabalho de base que poucos entendem. O Nikão, que veio do interior do Paraná, virou lenda. O Bruno Guimarães saiu para a Europa e virou ídolo no Newcastle. O próprio Léo Cittadini, que começou no Corinthians, escolheu o Furacão pra encerrar sua carreira com glória. Isso é cultura. Isso é respeito. E o Bragantino? Foi uma surpresa, mas não uma ameaça. Eles tinham ritmo, mas não experiência. E o Athletico? Ele sabia que só precisava de um erro do adversário. E o erro veio. E foi bonito ver.

Gabriela Oliveira
Gabriela Oliveira

novembro 20, 2025 AT 10:03

Alguém já pensou que isso tudo pode ser um golpe da FIFA? Tudo isso aconteceu logo depois que a CBF começou a pressionar a CONMEBOL pra aumentar o número de vagas da Libertadores pro Brasil. E aí, de repente, o Athletico, que nunca foi nada, vira bicampeão? E o Bragantino, que nem existia antes de 2019, chega na final? Tudo conspiração. O dinheiro da Red Bull tá por trás disso. Eles querem criar um clube artificial pra competir com os tradicionais. E o Athletico? Ele tá sendo usado como isca pra justificar a dominação brasileira. Afinal, se dois times do mesmo país se enfrentam na final, a mídia vende mais. E os torcedores? São manipulados. E o pior? Ninguém questiona. Ninguém olha pro dinheiro. Ninguém pergunta por que o técnico Diniz foi contratado exatamente em 2020, logo depois que a venda do Bragantino foi concluída. Tudo conectado. Tudo planejado. E aí você acha que é só futebol? É controle.

ivete ribeiro
ivete ribeiro

novembro 22, 2025 AT 06:15

Meu Deus, o Athletico tá no nível de um time europeu agora. Tipo, o Nikão tá com a cara de um Neymar em 2013, só que com mais alma e menos selfie. E a defesa? Tão organizada que parece um algoritmo de inteligência artificial. O Bragantino? Tava lá, tentando, mas era tipo um TikToker tentando disputar um Oscar. Sem gravidade. Sem peso. Sem história. O Furacão? Ele tá na era do pós-herói. Sem glamour, mas com sangue. Sem estrelas, mas com coração. E o povo de Curitiba? Tá vivendo o que os caras da Europa vivem há 50 anos. Isso aqui não é futebol. É filosofia com chuteira.

Vanessa Aryitey
Vanessa Aryitey

novembro 23, 2025 AT 04:56

Quem decide o que é grandeza? O dinheiro? O marketing? O número de títulos? Ou a capacidade de manter a humildade mesmo quando o mundo te coloca no topo? O Athletico não pediu para ser bicampeão. Ele simplesmente fez o que tinha que fazer. Sem fanfarronice. Sem contratos bilionários. Sem influenciadores. Só trabalho. E isso é o que realmente assusta os grandes: que alguém sem privilégios consiga vencer sem mentir. A sociedade odeia isso. Porque se o Athletico pode, então qualquer um pode. E isso desmonta o sistema. E por isso, eles tentam desvalorizar. Mas o título não mente. O gol de Nikão não mente. A torcida de Curitiba não mente. E o futuro? Ele já começou.

Talita Gabriela Picone
Talita Gabriela Picone

novembro 23, 2025 AT 14:37

Eu tô aqui torcendo por todo mundo que luta. Não importa se é o Athletico, o Bragantino, ou o time da sua cidade. O que importa é que alguém acreditou, treinou, suou, e foi até o fim. E quando o Nikão marcou, eu senti isso. Tudo aquilo que a gente esconde, o futebol mostra. A coragem. A dor. A esperança. E o Athletico? Ele tá mostrando que o Sul do Brasil também tem voz. Que o Paraná também pode ser referência. Que não precisa de São Paulo ou Rio pra ser grande. Eu tô aqui pra dizer: continue, Furacão. Você tá fazendo mais que ganhar. Você tá inspirando. E isso vale mais que qualquer taça.

Evandro Argenton
Evandro Argenton

novembro 24, 2025 AT 13:11

Eu vi o jogo e fiquei tipo: ‘porra, isso é futebol mesmo?’ O Bragantino jogou como se tivesse medo de errar, e o Athletico jogou como se tivesse nascido pra isso. O Rafael Cabral fez aquela defesa no fim? Meu Deus. Eu tava no trabalho, e quase derrubei o café. E o Nikão? Ele não é o cara mais bonito do mundo, mas quando entra em campo, é como se tivesse um imã de destino. O time tá tão unido que parece que todos respiram no mesmo ritmo. E isso é raro. Muito raro.

Adylson Monteiro
Adylson Monteiro

novembro 25, 2025 AT 10:19

Essa história toda é uma farsa. O Athletico não é bicampeão. O Bragantino foi prejudicado pela arbitragem. O gol de Nikão foi fora de jogo, mas ninguém viu. O VAR? Foi desligado. A CONMEBOL tá favorecendo o Brasil porque quer a Libertadores com mais clubes brasileiros. E o que vocês acham que acontece depois? Os clubes menores vão sumir. O futebol vai virar um show de negócios. E o Furacão? Ele tá sendo usado como fachada. O que vocês não veem é que o dinheiro da Red Bull tá por trás de tudo. O Bragantino não é um clube, é um projeto de marketing. E o Athletico? Ele tá sendo manipulado pra virar um clone do Manchester City. E vocês estão aplaudindo? Isso não é glória. É escravidão disfarçada de futebol.

Aline de Andrade
Aline de Andrade

novembro 26, 2025 AT 11:18

Conforme os dados da CONMEBOL, o Athletico é o único clube brasileiro com duas conquistas na Copa Sudamericana, com 12 jogos sem derrotas na campanha de 2021. A eficiência ofensiva foi de 0,83 gols por jogo, e a defesa sofreu apenas 4 gols em 12 jogos - o melhor índice da competição. O técnico Fernando Diniz implementou um sistema 4-2-3-1 com alta pressão e transição rápida, com média de posse de 58% nos jogos eliminatórios. O desempenho de Nikão, com 4 gols e 2 assistências, foi o mais eficaz entre os atacantes da competição. Esses números não mentem.

Amanda Sousa
Amanda Sousa

novembro 26, 2025 AT 16:39

Eu acho que o mais bonito disso tudo não é o título. É que dois times que não são os grandes tradicionais se enfrentaram numa final. Sem o Palmeiras, sem o Flamengo. Dois times que cresceram com trabalho, com paciência, com amor. O Athletico não tem o patrimônio do Corinthians, mas tem a alma do Paraná. O Bragantino não tem a história do São Paulo, mas tem a coragem de quem começou do zero. E o futebol precisa disso. Precisa de histórias reais. Não de super-heróis. De gente comum que fez algo extraordinário. E isso... isso me dá esperança.

Fabiano Oliveira
Fabiano Oliveira

novembro 28, 2025 AT 04:41

A vitória do Athletico Paranaense sobre o Red Bull Bragantino por 1 a 0, em 20 de novembro de 2021, no Estádio Centenario, em Montevidéu, foi a 13ª final entre clubes brasileiros em competições da CONMEBOL desde 1990. Apenas duas delas ocorreram entre clubes da mesma cidade - o Clássico da Rua 13, em 2010, entre São Paulo e Corinthians na Libertadores, e a final de 2021. A partida foi a primeira final continental com dois clubes sem histórico de títulos continentais desde 2007, quando o Internacional enfrentou o São Paulo. A conquista do Athletico foi, portanto, historicamente singular, não apenas por ser bicampeã, mas por romper com o paradigma de que só os grandes podem vencer.

Bruno Goncalves moreira
Bruno Goncalves moreira

novembro 28, 2025 AT 14:24

Eu não sou torcedor do Athletico, mas fiquei impressionado. Tudo que eles fizeram foi com foco, disciplina e humildade. Nenhum jogador gritou. Nenhum técnico fez show. E mesmo assim, venceram. Isso me lembra o time do Cruzeiro em 1993. Sem estrelas, mas com propósito. E o mais legal? Eles não estão tentando ser o que não são. Eles são o Athletico. E isso, no mundo de hoje, é raro. Muito raro.

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